domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chaos - Estação Silêncio


I was thinking about that old saying: 'is not accidentally that people come and stay in our lives'... is not like I belive in fate or something, but for some strange, odd reason this is a thought that keeps bothering me...

It's like... I know that there's no such thing as 'things happen for a reason'... but you know that feeling when you clean your stuff, you wash your face after a long-during sleep, when after that, everything kind of seems to make you feel better?! Is like that... I don't know if this make any sense to anyone of you, I don't even know if this makes sense to me, but when I do this stuff, when I wake up and wash my face, when that feeling of getting better, getting to feel my own touch again gets to me... it's inevitable to me to think of people who come and go in our lives... in my life, actually.

I do believe in forgiveness and I do believe in setting things up, right... this is part of my 'happily after ever' sort of way... this is part of me. But I also have this strange feeling, belief, or whatever, that somethings never change. Like I said before, a long time ago- we try to change people and things around us, but we sometimes forget that we are responsable for nothing else but ourselves and our ways-to-be, our own issues. The hard thing is, sometimes, we tend to forget this... and then, even without noticing, we make a huge mistake, once and once again... we hurt ourselves trying to be demi-gods and heroes, trying to make somebody else realize something that is only true to ourselves... and sometimes, we hurt ourselves trying to figure if we are as important and as valiable to someone as this one is to us. And then, when we realize the truth , when the bell rings, we sometimes act like blind people... trying not to understand, or to see that we only are as important as we wish to be. I would dare to say that this is what hurts the most. And this hurts exatcly because we can't change anything or anyone, no matter how hard we wish to.

No matter how hard we try to get things right, how hard we try to ask for someone forgiveness, or how many nights you spend awake, trying to understand whatever is happening... this is not as important to anyone else than is to you. Certain things do not change... somethings, once lost cannot be found, cannot be taken back. And is up to you to accept it!

Acceptance. Whether in grieving or not, whether in changing or not... this is something you have to rely on.
Moving on. Whether is hard or easy... this is something you have to be close to.

... and sometimes, no matter how hard we wash our faces, or clean our stuff, like trying to clean our own lives... we still cannot forget and move on.

...and after all that, after cleanning out all the mess... I still cannot forget your face, like you own yourself, in the middle of all that, such a tough, big ego... when everybody else recognize themselves as lies.

Ninna... sometimes I cannot be a lie, I cannot be as small as big as my wishing point is.

To someone who did not cross my life, but for just passing by it... kept me thinking about how hard is to me speaking in the 1st person.


[imagem tirada do blog 'Sea of Shoes']

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Get off, Jack!

"E eis que assim, numa pincelada, num blush ou um quezinho mais de batom no lugar errado, a menina desaparece... eis que no meio dos grandes, a que se escondia agora graceja e ri e até pula, num gesto e num grito esganiçado, vergonhoso... sem dúvida, vergonhoso!"

... mesmo que valha a pena lembrar do que foi, do que fica e do que sem mais nem menos se expõe, nessa mente cheia de distúrbios e macetes descabidos, que são chamados por ai de cacoetes e manias esdrúxulas que incapacitam o sujeito. Ai, essas velhas terapias de corredor e bambu!

Sim, eu sou estranha... e serei assim estranha até o entardecer... quando um segredinho, uma confissão nada bem vinda pega de surpresa uma mente ingênua e cheia de preceitos... Sou estranha, terapeuta... e prefiro mesmo ser, sem essas de melhor amiga e confidente. Sou aquela palavrinha engasgada, sorrateira e odiada... com um H bem maiúsculo e cheia de garfadas. Ai! Nem tudo é assim tão normal.

E nem seria, ou haveria de ter um planejamento para ser, já que os dias derretiam ao sol, quando em vista de miragens, criava-se desconforto majestal e curiosa desconfiança com os pensamentos a noite, a impressão que uma cena ao volante deixara... Essa estranhez esquisita... coisinhas de sujeitos cheios de cacoetes e pre(con)ceitos.

Os dias derreteriam ao sol, enquanto na saleta apertada e afastada de tudo... dava-se imensos e constrangedores pulinhos de alívio... um mês torto chegara ao fim, mesmo travestido de palhaços maranhenses com bonecas em punho...

SAIU!... e novamente um presidente negro subiria ao posto pela primeira vez. E foi tudo festa... antes que o desconforto batesse na porta carregada.

E já que falaram do que faz bem... pra mim, além de todas as encrencas e álibis e palavras esquivas... o pulo na piscina, a chefe louca a fazer truques com os pés, os olhares malévolos à mera menção de um nome raramente visto, os pulinhos constrangedores e pequenas danças 'countries', uma escapada rápida - quando outros imaginariam médicos falando inglês... um olho atento a qualquer movimento suspeito à porta.

E foi... tudo depois do grito, do pulo, do mau humor, da falta e de uma notícia bem mal-vinda...

E para encerrar o dia e a 'estranhez' de sujeitos estranhos...

hit the road, jack... and don't you come back no more!

...e quanto a este post, nem eu sei o que foi.

Ninna... the meanest old woman that i've ever seen.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Novos papeis de parede...

"Can you become? Can you become a new version of you? New wallpaper, new shoe leather... a new way home... don't remember...

New version of you... I need a young version of me...
New version of you... I need a youg version of me..." [Felicity's soundtrack]

Ninna... uma busca de uma versão nova. Um post pra quem entendeu o post.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Estranho

E as cicatrizes no joelho direito revelam a tal infância passada num quarto escuro... a última escolha, o telefone que toca e faz palpitar o coração... todas um misto de turbulentas modificações adocicadas e dóceis.

Não dá pra explicar o que faz o coração bater... por mais ou sem menos, sei lá. Mas quando vejo a mão que explica e é tão prontamente acessível, vejo aos poucos, de forma tão palpável o gelo que me vem aos ombros... é tão diferente do que costumava ser.

Li textos sobre miragem... e como não falar dela, se sob um ponto de vista errôneo, eu estaria sempre errada quanto a isso... Só sei que comecei a falar de cicatrizes, e o que me vem aos dedos quando escrevo grita mais alto, e já não posso mais conter... Os N's saem tortos, há setes engasgados em resultados medícocres... Mas numa sala cheia de gente, não dá pra evitar o que vem aos dedos e ao peito... que arfa a menor menção.

Sei lá... o que grita e arfa aqui dentro é tão confusamente abstrato, mas ao mesmo tempo tão relevante... como se mostra incansavelmente acessível, pronto, prostrado... há de ser brincadeira que ninguém entenda... E há quem jogue a primeira pedra, confesso. Mas um quê meu, ou um muito meu... se denuncia e sofre e também ri, porque é tão inacreditavelmente confuso... tão confuso quanto a menção do nome. Uma semana, duas longe do que nos faz sentir a vontade... mesmo entre tapas e beijos, mesmo entre toques e sirenes.

Fevereiro chegaria com seus dias treinados... pessoas novas, lugares novos... a mesma camiseta velha, o mesmo dinheiro esquecido no bolso esquerdo da calça antiga... Estranho premeditar um sentimento tão confuso quanto sentido. Dá até pra senti-lo e tocá-lo quanto realidade... tão estranho desejar coisas... jaquetas e calças. Estranho, inexplicavelmente estranho... pensar em cicatrizes e miragens e escolher roupas para crianças fantasmas, sorrir com conversas fantasmas... ou olhar por ai em desvio um movimento suspeito na avenida... ao mesmo tempo que surge e ressurge a necessidade de proteção... a necessidade de ser sério toda a vida e manter-se longe, seguramente longe.
Nunca fui de falar de aliterações ou sinestesias... mas algo, algo muito Senhora desperta toda essa beleza camoniana... ou, como diriam outros, poesia e prosa regionalista... ou Iracema... nome lindo. Ha! Estranho.

E esse post, o que foi?
Não sei... tenho apenas de 75 a 80% da minha capacidade útil... e me reconheço infinitamente menor que meu objeto de desejo.

Ninna... infelizmente porque, sem porquê... algumas coisas se perdem na tradução. E o que foi, eu não vi.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Low Pass

Enquanto a vida andava pacata... podia-se ouvir ao vento a revolta por um mês meio lento, torto, cheio de dívidas e argumentos.
Enquanto andaria sozinha entre corredores e fios de TV, restariam apenas, na menção dos 21 que vieram recentemente, o mero consolo de um tela em branco, cheia de zeros e ums, ou ainda o consolo pela mão que afaga, o abraço que conforta, o tapinha nas costas que revigora e até ousaria fazer engolir as duas palavrinhas de um resultado medíocre... low pass.

Sim, eu fui medíocre... tanto quanto pude ter sido. Muito melhor um fail glamouroso que um pass cheio de garfadas, custoso a descer.
Que faria eu agora com a carta que embora trouxe respostas, não aparece na carta do correio?Ousaria dizer que estaria perdida, raivosa, lançando fogo do olhar de 21 anos, cuspindo sangue e venando espessa baba... estaria eu perdida, com saudade recôndita e não assumida de uma mão que afaga... uma mão nova, cheia de possibilidades, diferenças de mundo e mentalidade... perigosas diferenças.

Entre os 20 e os 21, aqueles que passaram despercebidos entre quartos de hospital e mesas de cirurgia... há somente o bolso vazio pelo contra-cheque que não chegou- ou tampouco chegará, um coração apertado, porque muito embora gostaria, não sei mentir- só sei blefar, uma cara cheia de espinhas tardias e um bilhetinho suspeitoso num armário vazio.

Como ouvi no comercial cor de rosa do perfume cor de rosa, dono do nome que mais odeio... J'aime ma vie... [no bom francês que não aprendi por completo]... amo minha vida.
Custaria acreditar que amo mesmo isso tudo. Amo mesmo essa vida? Seria ingrata se dissesse que não...

Porque...
...depois de orações fervorosas e pedidos fofrêguidos, sobrevivemos, eu e os meus, a uma sala de cirurgia, em plena mudança para os 21.
...depois de um resultado medíocre, tenho impulso e gana pra tentar de novo.
...depois de ser reconhecida medíocre, tive tapinhas nas costas e um bilhetinho suspeitoso do armário.
...depois de assumir ser dona de uma mente imunda e bela, posso sim ser um mártir, e ter acesso a solução de problemas.
...depois de duas semanas longe, tenho pra onde voltar e ir toda a tarde.
...apesar de tudo, sou amada. Sim, sou querida... e tenho amigos que ligam para saber como estou.
...depois de tudo, relevo mentiras e faço do meu amor um escudo.
...sou gordinha, mas tenho maçãs na geladeira.
...sou tão pequenininha que caibo confortavelmente num abraço.
...fantasmas que reaparecem ocasionalmente me assustam. E não tenho vergonha disso.
...penso e repenso possibilidades e mãos, mas também tenho escudo.
...blefo e falo de trocas, mas é tudo papo.
...aprendo devagar, mas o que aprendo, raramente esqueço.
...acho mesmo que não vou crescer. Tudo bem, isso pode ser um encanto.

Ninna... 24 dias de bolso vazio, 2 semanas sem possibilidades, 42 horas de uma notícia engasgada, 75% de competência... 1828484594 mentiras e 20209393745 mentiras 'esquecidas', 1 fantasma que não desaparece, 2 mãos que aparecem, 1 escudo, 1 mente pensante, 1 mão que escreve e não pensa...


E no saldo de mortos e feridos...
'Noves' fora...
deixa pra lá!








segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Super-heróis e abraços

E de tudo o que um dia possamos desejar às pessoas, não é que elas tenham mais dinheiro, sejam mais, perdoem mais ou se moldem mais. De tudo, uma única coisa... um abraço. Que por um momento, se deixem levar pela calma, pela falta de censura de si mesmo...
De nada adianta o orgulho, o policiar-se a si mesmo o tempo todo, de nada adianta sermos personas de nós mesmos, se nem por um momento, se nem por uma fração de segundos, nos deixarmos levar pela fraqueza, por um abraço... um simples momento sem nenhum pingo de egoísmo... onde podemos ser fracos e fortes ao mesmo tempo, onde podemos balbuciar palavras, entre lágrimas, pedidos de socorro, coração trêmulo e frágil. Nada de egoísmo, nada de máquiagem, o rímel que se borra, misturado ao batom que monta aparência... nada de formalidade ou declarãções proforma.
Tudo se descobre em um abraço. Desejaria que todos tivessem, ao menos uma vez, um abraço... onde tudo morre e tudo nasce. Onde acaba um episódio e começa outro. Onde não há mais forças dentro de si mesmo pra pedir uma só promessa... de que tudo ficará bem. Porque as vezes, um abraço fala mais que mil palavras. Porque as vezes, num abraço, não se pode cumprir a promessa, mas no mesmo abraço, a promessa torna-se mil vezes mais certa que a certeza de se cumprir promessas.
Num abraço se descobrem super-heróis (ainda repudio à nova grafia)... e não, não somos nós mesmos, revestidos de fantasias infantis. Mas as vezes, o herói de capa e galocha que salva o dia é simples e ironicamente aquela pessoa que você maldisse o dia inteiro... por não pagar as contas, por ser mais intolerante que você se julga ser, porque preferir os amigos... Aquele mesmo vilão torto, o que você jurava não querer ver, jurava tentar esquecer... aparece e salva o dia da maneira mais simples, porém eficaz que você jamais jurou presenciar. O mesmo monstro de capa verde, num laçar de braços é capaz de por instantes, ser mais e muito mais que o mais invencível medo... por um instante, em um abraço, você esquece o que teme, porque você vê e chega a ser palpável como alguém consegue ser tão pouco egoísta, assim como você gotaria de ser, por ventura.
Meu dia em um abraço que nem aconteceu. Mas pude sentir, pude palpar, pude ver meus medos e tragicomédias tão pequenos como se fossem nada... Sim, desejo a muitos e a todos, que um dia tenham abraços como este... que um dia, sejam menos, para poder caber num abraço absurdamente livre de egoísmo. Que um dia, deem a cara a tapa, abram os braços para olhares piedosos e beligerantes e todavia orgulhosos, em nome de algo maior. Que um dia se reconheçam insuficientes e falhos, mas não fiquem apenas no reconhecimento... Que andem e andem para frente, sem medo do dedo apontado, sem medo de ser também um mártir... que façam e ajam como se realmente siginificasse algo...
Porque no final do caminho, bem lá no tempo em que se já está cansado, um abraço vale muito a pena. E o medo, que te enlouquece aos poucos, as lágrimas que te deixam acordado a noite, os pensamentos que não sossegam a mente... quando se tem um super-herói de braços enormes, tudo isso desaparece, mesmo que por instantes, em um abraço absurdamente livre de egoísmo! E vale muito a pena!
Ninna... grata porque é tão pequena que cabe num abraço. Grata porque tem em quem ter fé. Aflita, porque nada é certo. Confiante, porque Jeová me ouvirá. E não, esse abraço não aconteceu. Mas sei, que os braços do super-herói de capa e galocha estarão alí, das 5e30 da manhã até tempo indeterminado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Já que ninguém sabe...

"Quando alguma coisa começa geralmente não se tem ideía de como vai terminar ...
a casa que você venderia se torna seu lar...
colegas de quarto que você foi forçada a compreender se tornam a sua família...
e o lance de uma noite só que estava determinada a esquecer se torna o amor de sua vida..."
( Meredith Grey apud blog vizinho).

... E o dia que você achava que nunca ia chegar... não é o pior, mas o melhor de muitos outros dias.
.... E o trabalho que você deixou pra depois, foi calhar justamente em seu melhor projeto.
... O emprego que não chegaria ao currículo, tornou-se o motivo de um rostinho sorridente...
... A cara que você odiou conhecer, tornou-se o motivo principal para levantar da cama...
... O pijama mal traçado que você escolheu se torna o mais confortável para deitar e sonhar...
... O amigo que você amava torna-se o pior monstro que passou por sua vida.
... O inimigo que você repudiava vira sua única companhia num mundo escuro.
... O desafio que você nunca esperava vencer vira um motivo a mais pra vibrar.

E assim tocamos a vida... de bolso vazio, coração apertado e boca fechada (nossos maiores medos tornam-se realidade por ventura e em aventura.).

... O contracheque mais esperado do ano dá lugar a uma casa nova com piscina.
... E em meio a turbulentas manifestações de revolta, um sorriso no fim do túnel. Uma tela e dois corpos, dois sorrisos, dois armários, uma casa nova e o pensamento que não morre nunca... 'eu gosto de você'.

E quem diria... eu só tenho 6 anos.

Ninna...
feliz da vida por uma casa nova. Triste da vida porque haverá muito espaço... Apreensiva porque ama muito alguém. Sorridente... porque tem 12 anos a menos.
... e já que ninguém sabe, temos a liberdade de apenas sorrir.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Persona

Mesmo que fugindo de lugares comuns, velhos clichês que invadem o começo do ano com planos que decerto não sairão do papel e novas e velhas frases de efeito, além de meticulosas afirmativas de 'eu cresci!'... venho ainda que de cara nova (ou velha)... matar a saudade que apertava aqui no peito... essa vontade de dedilhar... num vício que nada se assemelha ao de lançar tiros de fogo.
Quando esse mundo pagão se rende à suepertições e ondas a serem puladas, não há como evitar seguir a mesma linha de pensamento e falar do que foi e do que será. Não há de ser falar com demagogia e propriedade e afirmar erroneamente que apenas dois dias de alimento superior foram o suficiente para rechaçar 365 dias de pura maldade e tiros que não somente feriram, mas mataram muito do que foi e nunca talvez será novamente. Mas ainda assim, quem não vive de definições pessoais e planos de uma vida toda, ou um ano todo... não vive, apenas se esconde em meio a dias. E como não quero persistir em erros que não acresecentam nada, me reservo o reles desejo e direito de falar do que aconteceu.
Não, não hei de ser aprendiz de demagoga ou aproveitar-me de um zelo temporário (que talvez seja ou não).... mas se diante de tudo o que nos bate a porta e todos os avisos vindos de cima batidos em tecla repetida, não se há de reconhecer o que é realmente verdade e proveitoso... não veremos nunca que temos de mudar e mudar de opiniões.
Se em 7 anos, e em recentes dias ignoro todos os avisos dados... então, não há mais jeito, e me reconheço uma porta burra, caiada, superficial e hipócrita. Sim, porque ser ser humano, daqueles que batem a porta falando dA Palavra... se requer pensar e decidir no íntimo o que será o futuro... hei de ter um futuro.
Mesmo que isso signifique ignorar as feridas (que não foram poucas), engolir o orgulho, o direito de se estar certo e se render ao que é mais importante. Apenas em nome do que é mais importante. Isso faz parte da busca, de uma consciência leve ao final do dia... de sair as 4 e voltar as 22 com 5 horas na bagagem... cinco horas de pura felicidade clandestina. E eu que pensei que esta fosse exaltar a si mesmo... pura ignorância.
Para 2010?
Mais do que emagrecer, quero humildade... é só o que peço para esse ano... mesmo quando o que há em volta é puro orgulho e intolerância... mesmo quando o simples benefício da dúvida não lhe é respeitado. Pura e simplesmente. É só o que quero.
Não fui boa. Talvez até teria sido, mas não fui boa... meu coração foi mau a maior parte do tempo. Me orgulhei disso, o pior foi isso... e é o que me arrependo. Não porque sempre fui má... mas porque aprendi a ser, aprendi a ofender... mesmo que tenha sido na intenção procurar uma defesa... uma réplica em meio ao ataque. Nada justificável... Aprendi a ser um monstro... e isso é o que deploro.... nunca gostei de monstros.
Não fui boa... e me julguei uma tola crescida... Antes fosse a boba carente de sempre... seria melhor pra mim e melhor para dormir a noite... Se crescer, nesses 365 dias que passaram, signficava ser um monstro... devia mesmo ter permancido criança, boba, menina...
Não hei de ser reconhecida pelas batalhas vencidas... não vale a pena. Talvez seja surto de ano novo... mas não vem só de mim... é algo mais forte aqui dentro que bate e avisa... as vezes a gente acorda e se dá conta que ser um joguete do Diabo não faz bem... só maltrata e abandona. Mesmo não sendo fácil deixar de ser má... há de vir um esforço. Sem demagogias... apenas as tentativas de quem foi avisada... e leu e estudou e pesquisou, foi medida e foi reconhecida insuficiente. Viu o que é ser bom e sabe que só é nada.
Ninna... medida, analisada... e considerada insuficiente. Um monstro insuficiente... um joguete... de quem só ri e graceja, ao apanhar uma nova vítima.
P.S: Porque o nome do post é persona?!
De Jung, o teórico da psicanálise, o que constitui a personalidade do homem são vários 'estágios'...
O primeiro,a persona, é a máscara do ator... o que ele mostra e de fato não é. As qualidades aparentes, que na busca de si mesmo, são as primeiras a serem refutadas.
Persona. O que aparentamos ser, nem sempre somos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Poupee Girl

E eis que volto para os dias de menina...
Mesmo quando os tão falados 21 batem a porta da menina do quarto cor de rosa, as manias antigas não vão embora.
Lembram daquelas brincadeirazinhas de menina... de vestir boneca, brincar de desfile de moda,bancar a stilist? Lembram? Certo... agora transfiram tudo isso para o século 21, tamanho 2010...com toda a tecnologia japonesa... conseguem imaginar?

Bom, se conseguiram, agora pensem um pouquinho menos. Acho mesmo que fiz uma tempestadezinha por nada. Tô falando de uma coisinha chamada Poupee Girl. [clica ai]
... que é um sitezinho bem rosa, meninão, com cara das harajukus. e lolitas.

Sou novinha por lá, mas nesse período de folga, quando eu mais ou menos que 'botei o jaleco pra lavar' (piadinha interna), descobri num desses blogs preferidos da vida o Poupee (pronuncia-se pupe), que é o seguinte:

... um site japonês, com versão em inglês e um tutorial em português, de moda e estilo. Lá você cria sua poupee, bonequinha virtual que você pode brincar e vestir a vontade. O site tem sua moeda interna, que são os ribbons... tudo o que você faz, perde e ganha ribbons.
Você tira foto das suas coisas -tipo roupas, acessórios, maquiagem, e blá blá -posta no site e ganha dinheirinhos. As pessoas olham, comentam e você ganha dinheirinhos. E com esses dinheirinhos bonitinhos, você compra roupas de marcas famosas e etc e tal, e vai ficando rica e poderosa, etc e tal. Legal.

Não se interessou? Sem problemas, não precisa dar bola. Basta só me ajudar. Faça seu cadastro, saindo do link desse blog. Assim eu ganho dinheirinhos e vou comprando coisas.

Achou esse post ridículo? Tá me achando uma criançona sem infância? Sem problemas... eu tô de folga, morrendo de saudade do meu jaleco, de bobeira num mês absurdamente pagão, e cá entre nós, em alguns dias os maravilhosos 20 chegarão ao fim. Eu tenho mais é que aproveitar e ser menina... os 21 podem assustar.


Ninna... há coisas bem legais por essa rede.

domingo, 13 de dezembro de 2009

And heaven knows...

E quando tudo pareceria por fim, sucumbir à calmaria e normalidade, eis que surgem velhos e novos problemas e enredos agridoces...
... há quem escolha versar sobre guerras e tragicomédias. Eu, por outro lado, traço apenas as linhas da vidinha morna, esta que me sobrevem agora, após cenas trêbadas e 'sofrêguidas' [suspiro]
Que a mornidão dos dias escaldados não seja como o silêncio que precede o esporro.... há tanto ainda que ser dito, sem ser professado. Há tantos ainda que vivem e nem se dão conta, e aqueles que se enganam, falando pra ninguém ouvir...

Acabariam assim, esses 365 dias que trouxeram na cuia boas e más surpresas. Há quem tenha vivido [anda-se falando muito disso, talvez seja culpa da novela]... há quem tenha se descoberto entrelinhas, há quem se veja protagonista, quando se é apontado, sem receio como vilão. Há quem seja de fato o vilão. Há quem espere com certa angústia uma carta que não chega... e sobretudo, há quem prefira estipular as regras claras do embate.

[...]

Vidinha morna, quieta, silenciosa e calma... onde o tudo e o mais resumem-se, como iguais, a se dedicar à cor perfeita do esmalte, o vestido certo para a temida festa e a frase ideal a ser publicada... personagens de um romance médico, linhas de uma dissertação política... aquela da carta que não chega nunca.
Diazinhos quietos estes que derretem... onde fica a aflição pelo que ainda não aconteceu e talvez nem aconteça. Como basear-se e viver apenas à marcê do 'se'?

Como ignorar a saudade que bate aqui o peito, por algo sem dúvida passageiro e inconstante... e o sentir falta do que ainda nem foi presenciado? Esses dias pacatos e calados chamam a loucura e a insensatez... essa vontade de deixar as coisas simplesmente inexplicadas... para que não haja mais fogo, nem possibilidades. Vale isso a tudo... vale isso aos quatro cantos dessa vida muda, surda, cega... muda. Que mude ou que não mude... que tudo o que foi de mais importante e prazeiroso saia dos trilhos, dos planos, da agenda, da conta... que não saia. NÃO SAIA... porque é possível crescer aos poucos, e é possível perceber a mudança em si mesma, quando aquilo que foi falado ali no banheiro, no quarto escuro, no muro... não gera mais o mesmo desconforto que talvez gerasse antes.
É possível ver a mudança, os centímetros somados à personalidade ambígua, ao caráter 'faccional' [ih?] dessa meninha fraca e previsível... é possível ver que agora há a inércia que antes era inquietude quando havia guerra. Tudo isso é culpa do novo. O novo abre as asas de quem antes não voava... o novo vem e mostra que há vida, e há vida inteligente fora desse mundinho pequeninho de ti-ti-ti e conversinhas absurdas... há vida fora do dedo apontado, fora do quarteto de pares, fora do orgulho e da falta de relações interpessoais fortes.

[...]

Tudo culpa do novo... talvez até dessa vidinha pacata que se instalou nesse mês pagão... tudo culpa deles. Porque sim, embora aqui more um medo danado de mudar - de perder o que houve de mais agradável e maravilhoso nesses ultimos dias, do cheiro que não deixava dormir a noite, do abraço que veio e deixou questões, de não receber nunca aquela carta- não há como negar, que essa guerra fria, meio torta e não declarada não era como se imaginava. Culpa do novo... das mudanças de hábitos. Nada foi como deveria ter sido... foi muito mais sério do que imaginávamos. Não mudaram atitudes, mudaram personalidades.

Essa guerra torta, não declarada, silenciada não causa mais o que causava antes. Ninguém morreu, mas todos mudaram e se moldaram à mudança. Que seja assim e que não seja... como as páginas amareladas da história contam, em tempo de guerra, cada um vive como pode, e se pode. Você lá, nós cá, eles em outro canto. E de conflitos quietos e disfarçados, cada um infere o que quiser. Fiquemos então todos calados... vivamos e esqueçamos do jeito que pudermos.


Ninna... não peço leitores para este blog, muito menos apreciadores. Vê aquele X vermelho no canto superior direito da página? Leve seu mouse para lá.

Ninna... pacatamente ou não, espero uma carta e uma resposta que não chegam nunca. Levo a vida, nem que seja na expectativa e na saudade de passinhos lentos e voz mansa... ou na calma e conformidade com as mudanças desses dias frios. Quase um ano... e a lei do mais forte está ai... será que Darwin estava certo?



[Cuidado ao se deparar com palavras mal escritas ou letras não colocadas. O texto não foi revisado].