segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu queria mesmo...

Nunca imaginei que fosse me tornar uma dessas mães desnaturadas, ausentes, que pouco ligam pros filhos, mas é que uma vez aqui e ali fico beem distante do meu cantinho. Mas, meu bloguinho é bondoso e sempre me perdoa por abandoná-lo ocasionalmente.

Anyway... há muito tempo venho achando que o Lunário anda precisando de uma cara nova, mais utilitário (mais não muito), mais fashionista (mas não muito), menos pessoal (mas não muito)... uma coisa diferente, menos bla bla bla, que abordasse as vezes Becky Bloom de minha pequena mente imunda e bela, ou qualquer outra coisa que confira ao meu cantinho ares de it.

Assim, a partir de hoje, virão algums post beautées, outros it fashions, outros de resenhas e coisinhas legais e este Eu queria mesmo... (um post permanente) sobre tudo e qualquer coisa que eu tenha vontade de ver, fazes, ouvir, comprar... um pouquinho das manias e vontades e desejos diarios, de tudo (moda, beautée, música, fragmentos, memória, vida pessoal, futilidades... Afinal, ainda que mudado, este blog ainda é um eterno lunário, cheio (muito cheio mesmo) de fases.

Ninna... na busca de um template perfeito.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

O que não aprendemos em Grey's


Coisas que não aprendemos em Grey's Anatomy:

1. Quando você acha que tem milhões de motivos para reclamar da vida... sempre aparece algo que te faz mudar de ideia.

2. Normalmente, você muda de ideia quando acorda com a excruciante dor de mil agulhas sendo enfiadas em seu cérebro, no momento mais gostoso do seu sono.

3. Podemos sim sentir falta daquela coisinha que mais odiávamos.

E nem tive um momento epifánico causado pela correria ou pela ausênsia nesse cantinho por mais de 5 semanas. É que essas coisas, essas realizações típicas de diálogo meredithanos, nos ocorrem no momento exato em que você está na emergência de um hospital lotado, sozinha, com a dor de um milhão (sim, ela multiplicou!) de agulhas sendo enfiadas no seu cérebro através do ouvido. Nesses momentos, à base de muito dramim (ou seja lá qual for o nome do remédio que tomei), você reconhece que dá valor às pequenas coisas - e olha que até o dia anterior você nem lembrava que tinha ouvidos- você percebe que seus alunos não eram tão endiabrados, reconhece que podia mesmo aproveitar a presença daquele namorado tão chiclete certas horas, lembra do percurso de uma hora e meia da faculdade pro serviço e e quase chega a sentir vontade de estar lá, apertada entre um passageiro e outro (bom, talvez não seja pra tanto...). E como diria Meredith Grey, dos cinco estágios do sofrimento, você passa direto à fase da barganha... 'Eu daria tudo pra não está nessa situação!".

São as coisas do corpo humano... o médico me explicou lá, por volta das tantas da tarde (e eu ainda em jejum) que em circunstâncias de stress elevado, o corpo reage das mais diversas formas - pressão baixa, enxaqueca, desmaios repentinos, dor nas costas, dor de ouvido... Caramba, mas tinha que sobrar justo pro meu ouvido?! Ahhh, eu nem tô tão estressada assim... saio de casa às seis e volto as 22h, cheia de trabalhos do serviço e da faculdade... Na Somália, enquanto isso, há crianças trabalhando em minas de carvão ou algo do tipo...

Em suma... stress - o grande responsável pelas minhas 3 passagens pelo hospital em menos de um mês. Fazer o que?! "Essa foi a vida que eu quis"... uma das respostas mais engraçadinhas que ouvi nos últimos tempo... ha ha ha!

Mas, e você ainda não entendeu onde eu quis chegar com esse blá blá blá todo... essa história de dar valor ao que antes você nem ligava? O belo estresse me trouxe uma otite brava, suspeita e mal justificada. E eu em casa... cheia de dor, nem me importaria se estivesse numa sala de aula bem lotada e barulhenta! Hoje é o último dia de aula... ia ter muita comida!

Tsc tsc tsc... vai entender!

Ninna... dois dias de atestado médico, muita dor e uma leve saudade dos meus alunos.

Ninna... de qualquer forma... depois de cinco semanas, é muito bom voltar pro meu bloguinho!




terça-feira, 25 de maio de 2010

Kryptonite

E tocava lá no fundo a musiquinha do tal super-homem... aquela que nos dizia: "if I go crazy, will you still call me superman?!"... e nem importava muito se os carros passavam na janela ou se uma estranha obsessão somava-se ao medo, lembro só da dúvida que teimava em importunar a noite, e mesmo tendo levado em vitória o orgulho, saiu meio encabulada, sofrêguida e cambaleante: "É kryptonIte?"

'É kryptonAite!" Claro, não poderia ser diferente...
Em outros tempos, a situação seria motivo de análises e textos acadêmicos bem escritos, talvez até crônicas e artigos a serem publicados com denodo. Mas, de tal forma, não teria tanta graça... se todas estas deram lugar ao suspiro e a um gemido de felicidade e agonia no meio da rua... justo quando passava quem não poderia ter presenciado tal fato. É... nos últimos tempos tenho esquecido das situações-limites do dia-a-dia, das reclamações típicas de um bom capricorniano; vou apenas lembrando da confissão sincera e bem-vinda da amiga, aquela velha disputa protagonista X coadjuvante... vou modificando o modo de encarar as coisas, as responsabilidades do dia-a-dia, a chuva que resolveu cair naquele exato momento, as cobranças, a frieza, a mesmice...
É que de repente, posso reconhecer que tudo que perpassa o dia e a semana e o mês... todas as situações e desafios trouxeram o privilégio de ser mais otimista... de acreditar que o pedido será por certo deferido, de acreditar que meias-verdades não são mentiras, de roubar um pouco pra mim a identidade perdida... e de sim, de esquecer que, por vezes, as criptonitas queimam.

E eu que fui inconstante, até certo ponto, inconstante ao ponto de cambalear entre os limites tênues da racionalidade e emotividade... e eu, que jamais arriscaria sorrir em meio a cataclismas e situações-limites, me reservo o direito de guardar um restinho do meu dia pra esse cantinho... o direito de lembrar de músicas e situaçoes ridículas, falar meias-verdades e não sentir vergonha por isso... ficar até mais tarde só pra poder morrer de rir. Esquecer que criptonitas não são flores... e que sonhar com os pés do chão é, de fato, mais seguro... mas nem de longe tão divertido quanto mergulhar em insensatez!

E se mais tarde, quem sabe, eu voltar aos limites da racionalidade, os pés voltarão ao chão, mas com muito mais impacto.

Ninna... a blusa manchada, o trabalho não feito e os bolsos vazios já não importam tanto.

sábado, 15 de maio de 2010

Tiédeur


Dizem que pra cada sentimento, há uma palavra... dizem que falar cura males emocionais... dizem que quando acontece algo que nos tira o fôlego, quando o mundo fica de cabeça pra baixo, um belo post faz as vezes de confidente. E não sou ninguém pra falar... ando afastada de tudo de todos, de amigos, bolos e palavras. Mas, volto ao meu cantinho, pra satisfazer o desejo que arde em peito... Como é bom matar minha saudade... voltar a minha tela laranja, quando o mundinho quadrado dá lugar a um universo mais redondo... que bom é dedidlhar.


E eu sou só sorrisos e lágrimas... alternados nesses dias corridos, entre um suspiro e outro. E vez por outra, consigo me lembrar vagamente naquela velha frase... quão importantes as pessoas são. Deus se deu até o luxo de criá-las e encher o mundo delas, para que déssemos valor... Mas é tão somente humano nos rebelarmos contra os planos divinos, que mais que ocasionalmente acabamos esquecendo da importância delas e as tiramos de nossas vidas no mais simples piscar de olhos. Engraçado...


Não hei de cair em ato-falho mais uma vez, mas é que esses dias sozinha me fazem pensar na importância que algumas pessoas têm para minha mais necessária sobrevivência. Quando nem livros, ou músicas ou gestos e polidez substituem a falta que pessoas fazem... não há coração de pedra que resista à falta delas. Não há orgulho ou falta de amor, ou crise que impeça saudade.


Sim... saudade. Por mais difícil que seja falar sobre o assunto, ou por mais desconfortável que pareça cair no mesmo erro e não ser correspondido, não dá pra negar que não adianta se esconder, bater o pé e decidir mudar, decidir tirar do peito quem não nos faz bem; esse bicho saudade sempre volta pra colocar os pingo nos is e finca-se decidido a nos fazer sensíveis...


E por falar em sensibilidade... a tpm já foi, o contra-cheque já chegou, o modelo do vestido já foi escolhido e desisti de esperar pelo beijo roubado, ou pelo sapo encantado... mas tem um nó na garganta, uma coisinha mais a ser dita, um argumento a mais que atormenta a inércia... é essa falta que pessoas fazem. É essa falta de ouvir e dizer, essa lembrança gostosa de velhos dramas que me vem entre um ônibus e outro. É pura e simplesmente saudade romântica de parar e respirar e aproveitar pessoas... aproveitar minhas pessoas especiais.


Vi a blogueira vizinha falar sobre dramas... a vida ensina. Ensina mesmo, eu concordei. Só resta saber se estamos dispostos a aprender... a aprender a viver de dramas, no sentido mais bonito da palavra. E sim, eu sinto saudade de pessoas... sinto falta de soltar os bichos num palco desconhecido, falta duma fase spoletto e currículo no cna, das conversas de msn... saudade do gato dos velhos pontinhos brilhantes, das declarações de amor e ódio... saudade de ouvir... saudade de também ter fases... essas fases de andar junto.



Ninna... pensando nas pessoas... pensando na minha mais necessária sobrevivência.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Meu, tô perdida em Wonderland!


Alice, quando saiu de casa, mal sabia das aventuras que a esperavam alí, bem pertinho, na toca do coelho... E nem precisava se esforçar pra imaginar coelhos brancos ou velhas lagartas cachimbeiras... eles estavam alí, a espera do que fazer, absortos na ideia fixa de transformar esse mundinho quieto. Mas ela não disse não. Não ameaçou voltar pra casa, não fez bico e não disse 'tô de mal' pro coelho. Ela foi.

E nada foi acaso, ou fruto da imaginação de ninguém... tudo aconteceu de fato. Porque as coisas mais imagináveis são as que de fato acontecem. E não me valho de autores outros pra fazer citações de ideias inteligentes. Não ouso mencionar doutores ou fazer apologia à velha teoria de que Lewis Carrol era um velho barbudo e pedófilo, numa obra alusionada à adolescência.... hoje, me reservo o direito de fazer uso de velhos e novos clichês. Sim, é tão bom ser um clichê.

Mesmo que ao acordar, a frase de boas-vindas ao dia seja: "Você é mesmo uma Alice, nesse mundinho cor-de-rosa. Cresce, criança! Absorventes não custam 40 dólares."

Não, absorventes não custam 40 dólares, cupcake em excesso engorda e brincar no escuro é muito mais perigoso do que aparenta ser. Mas e daí?! Se Alice tivesse dado mais atenção aos pés doídos do que ao convite, ela não teria visto o que viu, vivido o que viveu.
E se o bolinho que fazia crescer, tivesse um pouquinho menos de açúcar... ela teria pensado duas vezes antes de comer. "O que faz bem é o que faz mal", ouvi dizer por ai, nessas terapias de bambu. E não é que é verdade?

Se Wonderland não fosse mistério, não despertaria curiosidade. Se fosse assim como o mundo real, onde tudo é certo e imutável, não aumentaria desejo, não causaria dúvidas, ninguém desejaria ir até lá. E qual é a graça de se visitar um lugar que simplesmente parecido com o nosso? Qual é graça de viajar de pés no chão? O bom mesmo é pular na cama até doer os pés, vestir a mesma blusa velha, ir pra casa da amiga, recusar um convite, aceitar outro... fazer aquela besteira, cometer aquele deslize, bem ali na frente de todo mundo. O bom mesmo é ficar com medo, mas não estar nem ai, por um curto período de tempo.

Wonderland é a terra da maravilhas, dos bolinhos que fazem crescer e da bebida que faz diminuir. E sim, ocasionalmente aparecem alguns monstros... mas o bom é crer que no final, com a espada mágica, derrotamos o inimigo, sacudimos a poeira e voltamos pela toca do coelho, sem nenhuma cicatriz.
O ruim da história, é que nem sempre o país das maravilhas está ao alcance das mãos... ou há um coelho branco chamando pra brincar. Mas a arte... a habilidade que só é dada a alguns... é sair da fantasia livre de cicatrizes, com a espada em punho e um monstro morto.



Ninna... o bolinho dizia: "Me coma." Mas sei lá... tinha açúcar de menos!


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Just far away...


Pra uma música que somente embalou o dia...

...quando em uníssono, todos cantavam ao som de uma guitarrinha acústica, ainda que num inglês arrastado, beeem brasileiro... No dia em que eu fui 'the best teacher ever'!

E não é que hoje... hoje essa música foi minha?!


You gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
Ain't nothin' gonna change
If we stay around here

I gotta do what it takes
'Cuz it's all in our hands
We all make mistakes
Yeah, but it's never too late to start again (yeah yeah)
Take another breath
And say another prayer

And fly away from here
anywhere
Yeah, I don't care
we just fly away from here
Our hopes and dreams
Are out there somewhere
Won't let time pass us by
We'll just fly

If this life
Gets any harder now

It ain't no never mind
You got me by your side
And anytime you want (fly fly fly)
Yeah we catch a train and find a better place
Yeah, 'cause we won't let nothin'
or no one keep gettin' us down
maybe you and I
Can pack our bags and hit the sky


And fly away from here
anywhere
Yeah, I don't care
we just fly away from here
our hopes and dreams
Are out there somewhere


Do you see a blue sky now
You can have a better life now
Open your eyes

'Cuz no one here can ever stop us
They can try but we won't let them
No way-ay-ay-ay-yeah-ah

maybe you and I
Can pack our bags and say goodbye

And fly away from here

our hopes and dreams
Are out there somewhere
Fly away from here ( ya)
Yeah anywhere
Now honey, I don't I don't I don't care
Yeah we just fly...

We just fly (fly away)

Ninna... e eu nem vi o tempo se arrastar lá fora.

sexta-feira, 26 de março de 2010

...she smiles politely

E num gesto polido, um meneio por trás do vidro espelhado... Quanta demora, menina!
E olha que eu nem sabia que me esperavam...

Sim, eu fui pega bem de surpresa pelo pensamento... bem de sopetão! E quisera eu estar bem louca, de cabeça pra baixo... mas os hormônios estão em ordem, em plena forma... e a queda de cabelo e a sensibilidade ao frio não são culpa da pequena glândula em desordem. E quisera mesmo ter uma boa desculpa pro saltitar descuidado e o coração em descompasso.

E nem fez tanto efeito assim, uma trufa de pimenta ao fim do dia, por simplesmente ter sido a melhor professora que poderia ter sido, naquela aula específica... ou por ter me sujado de verde, e ter a prova disso no jaleco... culpa daquele duende verde, das moedas de ouro, e do arco-iris que trazia fortuna ao chegar ao fim.

Queria estar bem louca, manca... em descompasso justificado... sem vidros espelhados, sem frio, sem música boba, sem mão gelada... Seria tudo culpa de um estado médico de euforia.

E sim, mesmo se perdi a sexta-feira... mesmo se não tenho mais sábado, mesmo na iminente mudança para o outro lado da ilha... mesmo sem o carro, sem a moto, com 6 ônibus diários... a memória do dia é uma seta apontada pra direita, um vidro espelhado e o descuidado, muito embora ensaiado meneio. "Há de mulecagem".

E não... infelizmente ainda não enlouqueci. "Há de ser brincadeira!"

Ninna...

domingo, 14 de março de 2010

Caos- Estação Silêncio (traduzindo...)

Eu estava pensando naquele velho ditado: 'Não é por acidente que as pessoas entram e ficam na nossa vida"... não é como se eu acreditasse em destino, ou alguma coisa parecida, mas por alguma estranha razão, tenho pensado muito nisso.

Eu sei que as coisas não estão pre-determinadas, e não existe isso de as coisas acontecerem por alguma razão específica, mas sabe aquele sentimento que aparece as vezes? Quando você lava o rosto depois de um sono longo, e tudo parece melhorar? Você acorda, lava o rosto, limpa o quarto e parece que tudo isso faz você se sentir melhor...

Não sei se isso faz algum sentido pra vocês, nem mesmo sei se faz algum sentido pra mim mesma... mas quando isso acontece comigo, quando essa sensação de 'se sentir melhor' me invade, me atinge, quando eu acordo, lavo o rosto e arrumo o quarto, é inevitável pensar nas pessoas que entram e ficam nas nossas vidas... na minha vida, mais particularmente.

Eu sou do tipo de pessoa que acredita em perdão, em começar e novo e tudo o que está relacionado a isso... eu acredito. Isso faz parte do meu jeito estranho de ser, desse jeito 'felizes para sempre' de se enxergar as coisas... Mas ao mesmo tempo eu também tenho essa crença, ou percepção, não sei... de que algumas coisas realmente nunca mudam... Eu lembro de ter falado em alguns posts antigos- nós sempre tentamos mudar as coisas e pessoas ao nosso redor, mas acabamos esquecendo que nós somos responsáveis por nada além do que nós mesmos, nossos próprios sentimentos, atitudes, jeitos de ser...

O problema é que nós tendemos a esquecer disso... e aí, sem nem perceber, acabamos cometendo erros, grandes ou pequenos, vez após vez...Acabamos nos machucando tentando ser semi-deuses e herois, tentando fazer outro alguém reconhecer uma coisa que só é verdade para nós mesmos... e nos machucamos por tentar descobrir se somos tão importantes e relevantes par alguém quanto esse alguém é para nós. E aí, quando nos damos conta da verdade, quando 'a ficha cai', nós por vezes agimos como cegos... tentando não enxergar, ou perceber que somos apenas tão importantes quantos gostaríamos de ser. Eu ousaria dizer que isso é o que machuca mais, o que doi mais. E dói justamente porque não importa o quanto tentemos, não temos o poder de mudar ninguém.

Não importa o quanto queiramos acertar as coisas, ou quantas noites passemos acordados tentando entender o que está acontecendo... isso tudo nunca será tão importante pra outra pessoa quanto é pra você. Algumas coisas nunca mudam... algumas coisas, uma vez perdidas, não podem ser recuperadas. O difícil é aceitar isso.

[...]

... e algumas vezes, não importa se lavamos o rosto, tentando nos fazer sentir melhor, ou se arrumamos o quarto, tentando mesmo arrumar a vida.. algumas vezes, nem conseguimos seguir em frente.

... e mesmo depois de lavar o rosto e limpar o quarto... não consigo esquecer teu rosto... um ego gradiosíssimo, embora pequeno, ciente de si, seguro de si... enquanto todos se reconheciam blefes. [falando displicentemente sobre certa torre de vidro, quando aos 20].

Ninna... algumas vezes convém ser maior do que meu objeto de desejo.

Um post pra alguém que só por passar rapidamente por minha vida, me fez reconhecer como é difícil falar em primeira pessoa. [infelizmente, algumas coisas se perdem na tradução]






domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chaos - Estação Silêncio


I was thinking about that old saying: 'is not accidentally that people come and stay in our lives'... is not like I belive in fate or something, but for some strange, odd reason this is a thought that keeps bothering me...

It's like... I know that there's no such thing as 'things happen for a reason'... but you know that feeling when you clean your stuff, you wash your face after a long-during sleep, when after that, everything kind of seems to make you feel better?! Is like that... I don't know if this make any sense to anyone of you, I don't even know if this makes sense to me, but when I do this stuff, when I wake up and wash my face, when that feeling of getting better, getting to feel my own touch again gets to me... it's inevitable to me to think of people who come and go in our lives... in my life, actually.

I do believe in forgiveness and I do believe in setting things up, right... this is part of my 'happily after ever' sort of way... this is part of me. But I also have this strange feeling, belief, or whatever, that somethings never change. Like I said before, a long time ago- we try to change people and things around us, but we sometimes forget that we are responsable for nothing else but ourselves and our ways-to-be, our own issues. The hard thing is, sometimes, we tend to forget this... and then, even without noticing, we make a huge mistake, once and once again... we hurt ourselves trying to be demi-gods and heroes, trying to make somebody else realize something that is only true to ourselves... and sometimes, we hurt ourselves trying to figure if we are as important and as valiable to someone as this one is to us. And then, when we realize the truth , when the bell rings, we sometimes act like blind people... trying not to understand, or to see that we only are as important as we wish to be. I would dare to say that this is what hurts the most. And this hurts exatcly because we can't change anything or anyone, no matter how hard we wish to.

No matter how hard we try to get things right, how hard we try to ask for someone forgiveness, or how many nights you spend awake, trying to understand whatever is happening... this is not as important to anyone else than is to you. Certain things do not change... somethings, once lost cannot be found, cannot be taken back. And is up to you to accept it!

Acceptance. Whether in grieving or not, whether in changing or not... this is something you have to rely on.
Moving on. Whether is hard or easy... this is something you have to be close to.

... and sometimes, no matter how hard we wash our faces, or clean our stuff, like trying to clean our own lives... we still cannot forget and move on.

...and after all that, after cleanning out all the mess... I still cannot forget your face, like you own yourself, in the middle of all that, such a tough, big ego... when everybody else recognize themselves as lies.

Ninna... sometimes I cannot be a lie, I cannot be as small as big as my wishing point is.

To someone who did not cross my life, but for just passing by it... kept me thinking about how hard is to me speaking in the 1st person.


[imagem tirada do blog 'Sea of Shoes']

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Get off, Jack!

"E eis que assim, numa pincelada, num blush ou um quezinho mais de batom no lugar errado, a menina desaparece... eis que no meio dos grandes, a que se escondia agora graceja e ri e até pula, num gesto e num grito esganiçado, vergonhoso... sem dúvida, vergonhoso!"

... mesmo que valha a pena lembrar do que foi, do que fica e do que sem mais nem menos se expõe, nessa mente cheia de distúrbios e macetes descabidos, que são chamados por ai de cacoetes e manias esdrúxulas que incapacitam o sujeito. Ai, essas velhas terapias de corredor e bambu!

Sim, eu sou estranha... e serei assim estranha até o entardecer... quando um segredinho, uma confissão nada bem vinda pega de surpresa uma mente ingênua e cheia de preceitos... Sou estranha, terapeuta... e prefiro mesmo ser, sem essas de melhor amiga e confidente. Sou aquela palavrinha engasgada, sorrateira e odiada... com um H bem maiúsculo e cheia de garfadas. Ai! Nem tudo é assim tão normal.

E nem seria, ou haveria de ter um planejamento para ser, já que os dias derretiam ao sol, quando em vista de miragens, criava-se desconforto majestal e curiosa desconfiança com os pensamentos a noite, a impressão que uma cena ao volante deixara... Essa estranhez esquisita... coisinhas de sujeitos cheios de cacoetes e pre(con)ceitos.

Os dias derreteriam ao sol, enquanto na saleta apertada e afastada de tudo... dava-se imensos e constrangedores pulinhos de alívio... um mês torto chegara ao fim, mesmo travestido de palhaços maranhenses com bonecas em punho...

SAIU!... e novamente um presidente negro subiria ao posto pela primeira vez. E foi tudo festa... antes que o desconforto batesse na porta carregada.

E já que falaram do que faz bem... pra mim, além de todas as encrencas e álibis e palavras esquivas... o pulo na piscina, a chefe louca a fazer truques com os pés, os olhares malévolos à mera menção de um nome raramente visto, os pulinhos constrangedores e pequenas danças 'countries', uma escapada rápida - quando outros imaginariam médicos falando inglês... um olho atento a qualquer movimento suspeito à porta.

E foi... tudo depois do grito, do pulo, do mau humor, da falta e de uma notícia bem mal-vinda...

E para encerrar o dia e a 'estranhez' de sujeitos estranhos...

hit the road, jack... and don't you come back no more!

...e quanto a este post, nem eu sei o que foi.

Ninna... the meanest old woman that i've ever seen.