Quantas vezes podemos ganhar a mesma música? Quantas vezes, entre conversas a noite e brincadeiras no escuro nos vemos alí, estampados numa frase, numa canção, numa descrição perfeita, na poesia perfeita, pelo poeta perfeito? Um silêncio altíssono... uma coisa que foi, outra que ficou. Como são bem-vindos os meus paradoxos! E não, eu nem sou a menina-enigma. Eu sou só menina, sou sereníssima, sou bossa-nova, sou cadência. Eu sou um beijo!!!
Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades,
Tínhamos a idéia mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
Minha laranjeira verde, porque está tão prateada?
Foi da lua desta noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.
[Legião Urbana - Sereníssima]
"Agora eu vejo, aquele beijo era mesmo o fim. Era o começo, e o meu desejo se perdeu de mim..." era SÓ desejo.
Ninna... na Ode à musica ganha, descrição exata, conversa barata...dona do passado mais presente que futuro, dona dum beijo mais bossa-nova, dona da saudade inexplicável, dona de toda a poesia do mundo.
Define-se assim o conjunto de fragmentos, pensamentos e memórias agridoces... um lugar pra falar de mim, do que vejo, do que sinto e do que sou, nada além. Apenas as tantas faces de uma lua um tanto incógnita... um relicário de mim mesma em tom de desabafo. Bem-vindos!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Pensando...
... na sensação que se tem ao acordar dum sonho... quando, naquele meio segundo, o eu do seu presente viaja, em transe, e se distancia do eu do futuro.
Foi o telefone que tocou enquanto pensava, que me fez pensar o meu próprio eu, que embora bem presente, não passa de futuro remoto. Quem sabe, o toque do telefone não foi a oração sofrêguida respondida... quem sabe não cabe a mim agora aceitar.
Quem sabe as lágrimas desconcertantes que caíram enquanto a voz ao fundo falava não foram reflexo do que se passa aqui dentro. Quem sabe...
Aprendi. Aprendi muito, e em meio a golinhos de café e coca-cola, e a conselhos de amigos que sugeriam um descanso, um tempo [afinal, ligo demais pras coisas], me vi um ser que nunca tinha sonhado ser... me descobri professador, uma ferramenta...a mais estranha das que existem. E não me arrependo de não descansar.
Me vi de perto e gostei da imagem. Vi um prédio todo de vidro, uma parede gigantesca que assusta ao primeiro toque, um mestre e profissional, um compromisso... e em meio a tudo isso, vi a mim mesma de longe, assistindo... um prelúdio de mim mesma... uma verdade que ainda vai ser. E só será se Ele permitir. Porque é Dele toda minha essência. É Dele.
Então, porque como em predição, vejo o eu do meu futuro, eu aguardo. E só peço: Jeová, enxuga as lágrimas ao telefone. E ampara minha decisão.
Ninna... 30 horas não são 50, meia promessa, não é promessa. Sou só professora apaixonada... sou mais forasteira em encruzilhada.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Don't leave me
Não sei se posso gritar mais alto. Quantas vezes eu já te expulsei daqui, ou disse algo que ofendesse? Posso ser tão cruel quando quero ser... sou mesmo capaz de qualquer coisa. Consigo te cortar em pedaços, quando meu coração está partido.
[Mas] por favor, não me deixa! Não me deixa!
Eu sempre digo que não preciso de você, mas isso sempre acaba voltando pra mim. Como eu consegui me tornar tão detestável? O que tem em você que me faz agir assim? Eu nunca fui nojentinha assim!
Diz que isso tudo é só uma disputa nossa. Que aquele que vence é quem bate mais forte. [Amor, não quis dizer isso. É sério!]
[...]
Eu esqueci de dizer bem alto o quanto você é lindo pra mim. Não sei ficar sem você. Você é meu saco de pancadas preferido. Preciso de você, é sério. Desculpa. I'm sorry.
Pink - Please don't leave me.
Ninna... she meant it. She's sorry.
[Mas] por favor, não me deixa! Não me deixa!
Eu sempre digo que não preciso de você, mas isso sempre acaba voltando pra mim. Como eu consegui me tornar tão detestável? O que tem em você que me faz agir assim? Eu nunca fui nojentinha assim!
Diz que isso tudo é só uma disputa nossa. Que aquele que vence é quem bate mais forte. [Amor, não quis dizer isso. É sério!]
[...]
Eu esqueci de dizer bem alto o quanto você é lindo pra mim. Não sei ficar sem você. Você é meu saco de pancadas preferido. Preciso de você, é sério. Desculpa. I'm sorry.
Pink - Please don't leave me.
Ninna... she meant it. She's sorry.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Bandeira
Meu mundo pelo momento perfeito. Meu mundo pelo tempo que passa e também fica... pela imagem estabilizada que sente e faz sentir... Meu mundo pelos meus encantos.
E eu nem sei mais o que fazer. Troco tudo por um momento eternizado. Pra eu olhar lá de longe o que foi num instante. Troco o futuro... esqueço que ele dá medo. Tudo pela fotografia perfeita... e eu digo sim e sigo em frente... de cabeça erguida e longe das marcas gravadas na pele e memória. Eu digo sim, e troco, mudo meu mundo!
Não, não entendam... deixem-me com minhas referências e minhas imagens.
Pra fazer sentir... beleza à flor da pele. Aceito e ignoro os medos... fico só pra sentir... a beleza que faz esquecer o medo.
Link: imagens lindas. Retrato de felicidade... vida a dois. Ando apaixonada por imagens. Visitem: http://www.paulosoaresfotografia.com/
Ruído que embalou o post:
Nada tenho, vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida, vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
se é assim, quero sim... acho que vim pra te ver...
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida, vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
se é assim, quero sim... acho que vim pra te ver...
I quit!
Isto não é um post. Não, não é. Nem é um desabafo...ou nada parecido.
Isto é uma confissão... uma promessa. Sou eu, vestida de mim mesma, sem pseudônimos, sem uma tela de computador mascarando o que posso ou não posso dizer, escrever, gritar.
Esta é uma promessa. Não liguem...não dêem atenção se eu me fizer um clone de Scarlett O'hara e usar o "nunca mais" em vão.
Gosto de ser gente grande. Gosto mesmo. Me apaixonei por essa vida meio ínfima, meio cosmopolita que me invadiu os 21. Gosto de acordar de manhã, enfrentar 8 horas de puro dinamismo, pegar 3 ônibus de volta pra casa, almoçar em 20 minutos, chegar ao trabalho, tomar decisões, gritar, pular, ser útil, usar um cartão de crédito, pagar contas, elaborar um orçamento, domar uma sala de aula. Chegar em casa com dor nas costas e a sensação de serviço cumprido, dia cheio e me sentindo o mais adulta possível. Gosto disso, gosto de passar por tudo isso só com uma oração forte no começo do dia e um versículo bíblico pra me guiar.
Mas, e quando depois disso tudo, quando bem no começo do ano, logo no primeiro dia, eu levo um tapa na cara... um "acorda! deixa de ser medíocre!" bem grande na cara?
Cada dia que passa, por mais que eu me sinta bem com o resto do meu mês, não dá pra não reconhecer que tudo não passa de um pífio esforço pra alcançar o vento. Não dá pra ignorar o quão medíocre eu tenho sido, ainda que "adulta" [suspiro]. Depois de tanto esforço, tantas horas sem dormir direito, tanto dinheiro gasto, tantos livros comprados, tanto planejamento, cursos, certificados, horas extras, não há recompensa nenhuma. Nenhuma.
Tudo o que resta é a mesma preocupação mensal, a angústia de sempre, os olhos inchados de chorar em frente ao espelho, pedindo a Deus que ele me dê um quinhão válido nesse mundo fadado ao fracasso... a mesma ligação desesperada pro namorado, pedindo conselhos, as horas e horas a fio de reclamação pura recheada de ironia amarga e stress. Mais noites sem dormir por um salário, que embora muito MUITO merecido, não chegou no dia certo... e nem chegará. Contas a pagar... stress, reclamação, eu me tornando uma pessoa amarga, descontando em quem só me quer bem. Chega, mundo! Chega! De ti, está bem claro que não posso tirar nada de bom! Mas reconheço ter um bom adversário...que suga cada dia a mais a vontade que eu tenho de me sentir útil e adulta... minha felicidade por poder crescer... vê o mundo lá fora.
Levei um tapa na cara e doeu. Mas me fez acordar... fez eu ver a necessidade de dar valor ao que é realmente importante... ver que quem está na média, é simplesmente e puramente medíocre... nada além disso. E eu sequer estou na média.
Me escondi apenas no bom senso, no pensamento de que é tão-somente humano não dar valor ao que de fato é proveitoso. Me preocupei tanto em ser útil pro mundo que esqueci da recompensa principal... de quem realmente a pode cumprir... esqueci da promessa de 5 anos atrás... aquela que fiz diante o mundo quando mergulhei até o fundo de uma piscina, debaixo de todos os olhares... mostrando pro mundo todo que realmente fazer a vontade Dele é a melhor coisa a ser fazer da vida. Esqueci...
Infelizmente esqueci tudo isso, e hoje, quando me olho no espelho de cara inchada, olhos marejados, amarga por toda minha energia sugada pelo mundo e com aquela sensação perene de ser usada, roubada, desgastada, só tem espaço em mim para o arrependimento, para o mudar de atitude... para a oração desesperada pedindo um tapa na cara e uma ajuda. A ajuda.
E felizmente eu tive... tive o aviso... e cá estou. Fui medida, analisada e considerada falha, medíocre. Valeu, mundo!
E assim... diante disso, eu prometo, não sem ajuda, que hoje foi o último dia que me deixei esmorecer pelo mundo. Chega! As minha lágrimas não vão mais para um sistema injusto, falho, imperfeito. Essas lágrimas não são desse mundo! Que salário atrase, que eu seja demitida, que eu seja injustiçada... esse foi o último dia que chorei e fiquei sem dormir por causa do que não vale a pena. Essas foram as últimas lágrimas. A última noite não dormida.
Obrigada, tapa na cara.
A partir de hoje, e com a ajuda Dele, o prêmio bagaço da laranja vai pro mundo! Eis pra ti, o meu pior!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Backyard door
Pedimos o almoço e sentamos. Estivemos brigando nas últimas e horas, e só a frase quebrou o vazio na mesa:
- Quero uma casa. Quero ainda esse ano.
- Eu quero um quarto com a porta pro quintal e uma cama no chão. E uma banheira... e uma piscina de azulejo.
- [...] Eles nem desconfiam que tu não queres casar comigo.
E eu sorri. Abri a bolsa e comecei a desenhar a porta na nota fiscal amassada.
Não, eles nem desconfiam...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Dessein
2011 chegou devagarzinho pra mim... ou talvez nem tenha chegado, não sei. Não tracei os planos para o começo de ano, não prometi emagrecer, não objetivei brigar menos, amar mais, guardar mais dinheiro... nada disso. Talvez por isso me deparo com os 3 dias de janeiro, achando mesmo que devia voltar ao 01 de dezembro. 2011 ainda não chegou pra mim... não como devia, não como chega a todos.
Talvez essa seja a grande diferença de quem se está chegando aos 22 com coração e vida de 102... não se fazem mais planos. Não caio mais nessa história de enganar a mim mesma e me vestir de alguém que não sou. Vou continuar gordinha, vou continuar trabalhando e estudando, fazendo 1 bilhão de coisas ao mesmo tempo e nenhuma delas bem feitas. Vou continuar desorganizada, irritada, não-fotogênica, dentro de relacionamento turbulento feito de fases, vou continuar de mal e de bem com o mundo. Vou continuar assim... do jeitinho que sou, a última romântica, a que vive de agenda, a que sonha com os pés no chão, a que gasta mais do que ganha.
Não vou mudar de dezembro a janeiro. E talvez por isso 2011 ainda não tenha chegado pra mim... porque agora, no presente, o único que é fato, não acredito em planos de fim de ano... não acredito que o processo de mudança é exterior, fruto de ações e desejos pro forma.
Acredito apenas na mudança quando ela é de dentro pra fora... e isso nem sempre acontece no começo do ano. Acredito que quando estiver pronta pra estabelecer novos alvos, isso vai acontecer naturalmente. E vou conseguir todos eles naturalmente e quase sem ajuda, como consegui muitas das coisas que tenho e sou hoje.
Por isso não, não estou pronta pra traçar metas e planos de começo de ano. Não estou pronta pra viver janeiro ainda... não esse janeiro ilusório, que só mostra o que podemos ser, até que vem fevereiro e nos mostra o que realmente somos. Vou vivendo um dia de janeiro a cada instante... em sequência, mudando aqui ou ali o que achar que devo, o que Jeová me mostrar que preciso.
Dos planos e alvos, fico só com aqueles que já tenho, e consegui só quando estive pronta... e num casulo fico até que esteja decidida a estabelecer outros. Só assim 2011 vai chegar pra mim.
Ninna...
domingo, 19 de dezembro de 2010
Top 10 Adolescência
Pra relembrar... as 10 músicas que marcaram minha adolescência. O muro do colégio, dancinhas coreografadas, boybands, amores frívolos e felicidade...
1. Bye Bye Bye - N'Sync
2. It's Gonna Be Me - N'Sync
13 ou 14 anos. Não lembro bem o ano. Quase o mesmo motivo de acima. Estojo na mão, aprendendo a falar inglês, acreditando piamente no que a letra dizia. Eu era apaixonada pelo Justin, sabia toda a dancinha de cor e salteado. Lembra H, uma das paixões dos 13. Melhor nem contar o resto...
3. Save Me - Hanson
15 anos. Tá em terceiro lugar, mas é a melhor de todas. Batista. A primeira música que dedicaram a mim. W, a paixão dos 15, 1 ano mais novo, namoradinho da escola. Tô falando muito?! Enfim... vocalista da banda da escola. Rolo. Apresentação da banda, outro sujeito do meu lado. Ciúme. Música pra mim. Riso torto. Declaração. Felicidade. Bons tempos. Amorzinho tipo high school americana. Até hoje não acredito que foi comigo... :)
4. Ana Júlia - Los Hermanos
15 anos. Festa estranha com gente esquisita. Apresentação no colégio. Outra dancinha coreografada. Eu queria tanto ser Ana Júlia. Ponto. A história acaba aqui.
5. Mr. Jones - Counting Crows
15 anos. Icbeu. Como era difícil cantar essa música!!! Me achava o máximo porque nas aulas a professora me chamava pra ajudar os outros com o inglês. Não sei ao certo porque gostava tanto dela, lembro só que achava que no fundo essa música tinha alguma coisa a ver com a separação dos meus pais. Depois vi que não, não tem nada. Garota problemática, né?!
6. Iris - Goo Goo Dolls
13 anos. D, o outro fora da minha vida. Nem chegou a ser um fora, porque ele nunca soube oficialmente que eu gostava dele, só sabiam Deus, todo mundo e torciada inteira do Flamengo. Amor a primeira vista. Era tão legal chorar ouvindo essa música. Eu novamente achava piamente que um dia, só pelo fato de eu cantar a música com toda a força do meu ser ele ia gostar de mim. Não gostou. Ainda bem, descobri que ele era feio. Aliás, descobri a partir dai que ia começar a gostar de homem feio...
7. I Want it That Way - Back Street Boys
13 anos. Pelas contas eu tinha 10, já que a música é de 98, mas lembro de ser apaixonada por ela por volta dos 14. Cheguei a tentar guardar dinheiro pra ir pro show deles quando eles viessem ao Brasil. Claro, mamãe não deixou.
8. Clocks - Coldplay
16 anos. T, o amor dos 16, dos 21, dos 98. Coldplay embalou nossos 5 anos de altos e baixos. Começou estranho, hoje é quase tudo. Um presente de Jeová. Meu passado, meu presente, meu futuro. Ponto final.
9. Fix You - Coldplay
16 anos. Altos e baixos. Terminamos, eu achava que ele tinha me traido. Chorei... e tudo parecia não ter final nunca. Voltamos, e hoje gosto de acreditar que aprendemos a crescer com essa música.
10- Na Sua Estante - Pitty
18 anos. Música de término de namoro. Bem a cara dessa época. Dor de cotovelo... como era glamuroso sofre de amor!
Ninna... bom relembrar... bom viver com trilha sonora.
P.S.: Mais listinhas estão por vir...
Caleidoscópio
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito." - Clarice Lispector
E não digo que sou... feliz, quero dizer. Há muito em mim que se resume felicidade em alguns momentos, mas em outros tantos, me reconheço na solidão de poucos amigos, poucos encantos. Como se no quarto escuro, onde não há sombra, fosse sombra de mim mesma... quando o riso se confunde ao choro e as lágrimas fossem reflexo de sobriedade.
Não há tempo para nada que não seja meu próprio egoísmo, pois poderia alagar-me em horas vãs, mas as mais preciosas do meu dia gasto comigo só... na busca vã de definir o que sou, do que gosto, se sou feliz ou não. Sozinha... porque assim cresci e assim vivo até agora. Na sobriedade ou loucura que a solidão traz. Com poucos amigos, poucos encantos, me descobrindo feliz e torta em horas aleatórias de frivolidade.
Poderia usar alguém agora... como alguém que precisa de alguém em tudo, em sempre... como alguém sozinha, que nem somente entende a sim mesma. Mas a aliteração de pensar sobre si mesma ocupa o tempo dedicado a outros... a frivolidade de se descobrir feliz ou não, em momentos instáveis de pura quietude.
Ninna... não precisam entender. Bastam a mim meu puros momentos de filosofia vã e barata.
Que bom voltar ao blog onde palavras são deixadas ao vazio. Que bom ser sempre uma incógnita... uma previsível incógnita.
"Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro."
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Aliterado
´E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem.´
Deveria ser verdade não termos que tomar decisões difíceis... deveria não doer tanto caminhar e não olhar pra trás. Mas, e se o tempo não volta, por que ele insiste em deixar rastros? Porque é discípulo da vida, e aprendeu com ela a deixar marcas para ser lembrado... para pensarmos que deveríamos o ter aproveitado melhor...
O que sei do ano que começa? Nada e tudo. Mas não me apaixono por clichês como me apaixono por pessoas e tempos e circunstâncias... Deveria ser verdade eu não ter medo do escuro... do incerto...do amanhã... do tempo. Nada sei de mim e de minhas escolhas, só sei que não deveria doer tanto. Só sei que o tempo graceja com minha escolha e os dois me mostram um riso torto, amarelo, incerto. E se é verdade o desejo de vencer o tempo, porque alguém não nos guia pela mão e mostra o destino?
Jeová, ouve minha oração... me ensina a crescer.
Ninna... um post aliterado.
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