sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Souvenirs of a Filthy, yet Beautiful Mind - Parte 0



She was thinking about the music she had receive. She didn't know how to explain, how to put in words... It was so very complicated to talk about the feelings she used to have. It was love, it was vain... she couldn't tell. She just remembered that feeling of accomplishment of everything the wanted. Maybe it was real... even if it was vain. 


And all the references in her head... upside down, head over feet, wondering why did you come... It wasn't certain, maybe was only in her head... like all the references she used to be proud of. Past hurts, even when it's kind... even when it's useless... Future terrifies, even when it promisses. Present isn't so certain...


He was right in front of her... with the whole life to come - nothing else should matter, nothing else should scare her. He was right in front of the door, with promisses to come. And even if this could mean the world to someone else, for her it was nothing. Nothing... with the entire life to come.... with everything to come. 


And by that moment, all the references in her mind rejoiced with the sound of fear. She was the distraction in person, ready to meet her mates.She had to respond in action, to give and answear to life, but all she could do was smile and rejoice with her references. And was all in  her head ... with a lifetime of distraction to come. Cause sometimes - she used to tell to herself- the fear of growing up does not vanish.


Ninna... memories dancing around her pride.... mind... joy...hither and thither, hither and thither...




After all this while
Would you ever wanna leave it?
Maybe you could not believe it
that my love for you was blind...
But I couldn't make you see it
Well, I couldn't make you see it
That I loved you more than you will ever know


a part of me died when I let you go...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Decidi?


Decidi! Mesmo lutando contra a vontade imensa que bate aqui no peito desde os 5 [quando andava pela casa só de calcinha com um microfone na mão, fingindo falar todas as línguas do mundo], não vou sair daqui... Nunca vou sair daqui, nunca vou almoçar a 42m do chão numa torre de vidro.Nunca vou começar um pretzel nova-iorquino em pela Times Square. Nunca vou conhecer o mundo, vou aceitar meu destino [no sentido mais pragmático da palavra]... viver na realidade e esquecer os planos de ser uma perfeita poliglota ao fim dos 23.

Desisto... vou tacar fogo em todo meu dinheiro e rachar um carro com a minha mãe. Sim, talvez semana que vem passemos na concessionária e levemos [levamos, levaremos... sei lá] de 60x o carro mais barato do pedaço. "Quer andar de carro velho, baby? Venha!" E não vou fazer disso nenhuma lenha. [nossa, que piada infame]. 

E vocês acham que esse post é só um pouquinho pessimista?! Não é não! Talvez seja realista... talvez seja aquela crise do último ano da faculdade... Tanto faz! Vou comprar um carro...talvez eu compre um carro. Isso se eu conseguir abandonar as idas clandestinas ao shopping para comprar absorventes de 40 dólares.... Eu tenho que comprar um carro.... [Peraí! Eu tenho um carro! Não tenho?]

...E mamãe já gritou ali de dentro que não vou comprar um carro.... e nem vou pro Canadá... muito menos comer pretzel em plena Times Square. Mas talvez ela faça cachorro-quente pra mim hoje. Será que nem minha mãe bota fé em mim?!


Ninna... eu preciso urgentemente de um canudo e uma beca! Eu preciso urgentemente conhecer o Conselho Britânico!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu queria mesmo...

































... um pretzel nova-iorquino, um cachorro-quente tipicamente americano, daqueles de rua, feito à base de salmonela... ver a Times Square a noite... me sentir adulta e perdida em meio ao caos de uma megalópole. Eu quero New York City!
Eu queria as aventuras de uma Carrie... sem o sexo, só a cidade. 

Dude, where's Auckland?!


Criei um bloguim há uns dois out três anos atrás, longe muito longe da pretensão de ser lido por ai. Apenas intencionei escrever minhas coisinhas, falar do meu mundinho, de inferências e referências pessoais e intransferíveis... Comecei assim, despretenciosamente... esse canto é só meu e pronto.

Algum tempo atrás, no entanto, fuçando o blog da amiga cantora, me deparei com um contador de visitas... Achei bonitinho o layout, gostei da ideia... e pensei cá com meus botões: quem será que fuça também o meu cantinho?! Aquela velha história de saber quem acha a tua grama mais verde que a sua própria. Pois é, coloquei, mesmo achando que não ia dar em nada.

Algum tempo se passa, e eu, visitando os rastros de meus poucos leitores, me deparo com algumas surpresas... Aquele carinha conhecido do prédio vizinho, amigas fieis de blog, outros não amigos que juraram nunca por o mouse aqui... alguns gringos, pen pals e muitas, muitas cidades e pessoas estranhas. 
Me achei nesse momento! Tem gente em Tóquio, na Rússia, em Telaviv, no Moçambique que já ouviu  o nome desse blog ploc, alguém que algum momento entrou aqui, fuçou um pouquinho, alguém que passa horas aqui, que me visita frequentemente... pra achar uma merda ou uma genialidade. Tem gente até em Auckland, falantes de inglês, alí pertinho da Austrália que vem ocasionalmente visitar meu Lunário! Que legal!

Esse é um post bem ploc, pra quem ainda não reparou. Eu devia estar fazendo meu discurso agora... Mas é que essa rede mundial tem feitos que me encantam, me assustam, às vezes. As fronteiras se espremem entre um computador e outro. E nem era pra ser assim... esse era pra ser só o meu cantinho. 

Ninna.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dot the I




    "Un baiser c'est le point sur la i du mot aimer."



"Um beijo é o pingo no I da palavra amar"... 

...porque em francês amar tem I e o beijo é o que completa o ciclo. Alguns outros dizem que o beijo sela a vida... eu cá com meus botões poderia sugerir que sela o encontro... ainda que não seja perfeito, ainda que nem haja encanto, ainda que nem haja rimas...
Ando muito a flor da pele, qualquer poeta de meia esquina me faria chorar [um certo prosador me fez lembrar].
E agradeci a lembrança... agradeci minhas referências e comemorei em prosa, num livro velho, a menção que minha mente imunda e bela me deu da frase há muito esquecida... Como amo minhas referências! Como amo ser estranha e sozinha! E pra selar o encontro de mim mesma com as minhas referências... um beijo. Porque vale a pena por os pingos nos 'is'...

E deitei, me lembrei do tempo em que poderia versar sobre tudo o que fosse estranho e alheio como quem beija... como quem sabe exatamente o momento certo para entrar em perfeita sintonia. Deitei, olhei ao alto e lembrei do relógio imaginário. Como quem beija, esquece a vida... e se vê atrasada pra levantar, pra fincar os pés no chão e partir pra briga, ainda que não saiba brigar... partir pro jogo, sem saber jogar. As coisas podiam ser tão imutáveis e tão passíveis de mudanças... as referências, aquelas antigas, do filme repetido, da cena vista, ensaiada, analisada. As referências impulsionavam a lembrar de  ter medo do escuro só pra conseguir um abraço, ou o olhar consolador que há muito foi esquecido. Lembrei de ter medo e de me sentir sozinha, ainda que com a bolsa carregada e os planos prum dia perfeito...

E cá eu, nem sei mais do que falo. Solto palavras que não são tantas, que tão encantam, que não acalentam, tampouco suportam o medo de brigar, de pisar com força no chão e se defender. Eu aqui, nem sei do que ensaio mostrar... nem sei ao certo se minhas entrelinhas são linhas para mais alguém, muito embora não me importe tanto assim... muito embora me entregue a distração de coisas pequenas, outras referências e vá brincar.

Como quem beija, vivo a vida, vivo em plena e absurda redundância... vivo de contextos e referências... pura pragmática... estabilizo imagens e as recorto como bem quero. E  se poder me falta fora, aqui dentro me devora... e consome. Sou dona e possessa de mim e de sentido, não me falto, nem me julgo. Só assim, como quem beija...

Ninna... em certo e absurdo intertexto... longe dos semas... os pingos nos 'is'.


P.S.: A imagem é do filme Dot the I (2003)...surpreendente, cabeça, mais que perfeito... [vi faz muito tempo]... um dito filme do Gael [e só pra constar, eu sou fã número 1 desse moço... a ponto de dar esse nome a meu provável filho]. 

domingo, 8 de agosto de 2010

A mulher do viajante do tempo

"Nor time nor place nor death can bow my least desires unto the least remove..."
Eu lembro de ter me apaixonado diversas vezes por capas de livros... como fosse amor a primeira vista à moda antiga, lembro de me deixar seduzir por imagens em negativo dos livros mais escusos. Me derreti por flores do mal, meio caidas, vermelhas e estranhas... fiquei sonhando acordada por tempos a fio, nessa minha estranha mania quase autista de me distrair do mundo a minha volta e me render ao mais fantasiosos dos pensamentos... Mas, por mais que me concentre na ideia de encontrar uma imagem, que durante tanto tempo tenha me encantado... não tiro da memória a menina de sapatos de boneca e as meias três quartos, a garrafa térmica ao lado e a história cambaleante entre o piegas e o clássico. Diz o velho clichê que uma imagem fala mais que mil palavras... as imagens dos livros, por outro lado... as capas dos livros trazem ao leitor a sensação que ele vai ter ao encontrar a história, os personagens... 
Diria que a capa do livro é a apresentação do prato principal, ou talvez o cheiro, o que dá a vontade de comer, abre o apetite... a imagem te faz entrar na história, te abre os olhos pro enredo, leva tua imaginação a saciar a vontade de ver uma história que tu antes idealizaste.
Não intencionei escrever um post sobre o falo agora, mas quem manda no dedilhar das teclas não sou mais eu, talvez nunca tenha sido... é o que penso, nessa minha mania autista de me deixar levar pela distração, a imaginação fértil, as memórias que invadem o inconsciente. 
Comecei a falar das imagens por que lembro de uma dessas andanças por livrarias virtuais, quando a dona dessa mente analógica num mundo digital, folheou um livrozinho de capa piegas [ainda que clássica], viu uma história ficcional que encantou de primeira, e como suporia um final triste a surreal, sacou o cartão de crédito da carteira, digitou os dados, pagou um frete muito caro e foi feliz por um semestre inteiro... o livro contava a mesma história melosa e linda que ela tantas vezes ouviu de um viajante por esses cantos, aquele que viu o 
mundo inteiro e voltou pro mesmo lugar. 
Ela queria mesmo aprender mais inglês, falar aos quatro cantos que era dona de uma pronúncia e gramática clássica, formal, uma pronúncia britânica e linda... o livro falava em Michigan... ela adorava Michigan, tinha um pedacinho dele guardado num envelope pardo... e para uma mente imunda e bela, a história repetida várias vezes por um certo viajante -  somado a um pedacinho de Michigan e a mera menção de um lago somados a um final triste e lindo-  podia significar um convite a felicidade clandestina.
No entanto, como podia-se imaginar, e como era muito comum, ela se rendeu a histórias mais reais, sussurradas, numa história e noutra, numa fantasia e noutra... deixou pra trás o livro, já de páginas amareladas e marcas no final das folhas... foi levar o dia, a vida... e deixou a menina de sapatos de boneca ali, espremida entre os caros caprichos diários e o pedacinho de Michigan, guardado com outro pedacinho do mundo. Foi viver a vida...
Mas, como resultado do encanto inicial, toda vez que a saudade de uma certa voz apertava, quando uma brincadeira acabou, e ela via a necessidade suprema de voltar a pronúncia perfeita, ela voltada ao viajante do tempo, voltada a fantasiar acordada, num devaneio de uma mania quase autista, por mais excêntrico que isso pudesse parecer.
E nessa volta, onde só se desejava matar a saudade, ela viu a frase que mudou o dia e o conceito do que pudesse ser desejo...

"Nor time nor place nor death can bow my least desires unto the least remove..."

"Nem o tempo, ou lugar, ou morte podem curvar meu desejo até que o remova..." numa tradução bem livre, de quem apenas deseja ter a formalidade e a deliciosa melosidade de um falar britânico... [porque pra ela, Michigan podia ter ares ingleses]. Mas só matar a saudade de um livro, o desejo de olhar uma capa e se apaixonar por ela novamente, significava se render de novo a uma paixão efêmera, histórias e memórias intransferíveis... significava se render a um contexto não palpável. Ela não espera que entendam...

Os perfumes marcavam a vida e as pessoas, ela costumava acreditar... "um perfume pra cada pessoa da minha vida", um cheiro pra cada um... sempre acompanhado de memórias [que fazem parte de quem ela é de fato]... mas os perfumes não se comparam aos livros, estes guardam pessoas de uma modo infinitamente único [ela demorou a reconhecer], e esse livro era de uma certa pessoa... que ela podia visitar sempre, sem que nada atrapalhasse, sem que a realidade batesse à porta...
...esse livro tinha memória e contexto, tinha dono... significava lembrar que nem o tempo podia ser capaz de curvar o desejo... afinal, era desejo.

Ninna... palavras que são só devaneio. E muitos fragmentos ainda estão por vir.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

...


Today is that kind of day where everything feels alright... so far. I woke up with this feeling- despite the brief anger of old things and situations- of trying to enjoy the day,the life, people around me. I really don't know if this feeling has something to do with waking up early to spend money with useless things, but I kinda enjoyed.

I really don't know how to explain it, but today I feel free, I feel light... it's kind of funny. But whenever I feel this way, I come to my place, my blog just to tip it out whatever I'm thinking just with the intention of materialize or... to put in a definite amount of time or even to especify whatever I'm feeling. Like I said, it is kind of funny, but I'm gonna try not to give an explanation, I'm not gonna try to make sense to me or to anyone of you... I'm just gonna to write, to breathe and to throw outside what's happening outside.

When I started writing, I realized that when I was 13 or so, I used to deeply believe that everytime I felt this was, everytime I was happy or light for no reason, this was a sign that something bad was about to happen. It was like I could never be happy beacuse something bad would take my happiness away. I don't know why this happened to me... I don't know why I kept this idea with me, but until now, sometimes I forbide myself to feel this way, afraid of something that is going to make me feel bad again. I'm not weird... at least I don't think I am, but this is just something that keeps bothering me.

Again, I not trying to formulate explanations, these are just thoughts. But I realize that as I started growing up, that idea never left me alone. Until now, whenever I am happy, I rebember that I need to be 'normal' , serious again... just to avoid some bad surprises.

It's like I'm stuck in living with no good surprises, always with that idea of 'crying is the mother of smiling' (or something like that)... and for that, I'm never free... I'm always afraid, always suspicious... Like I said, I don't know what made me like this, but I blame myself for letting this happen. I guess I've never learnt how to laugh of myself... how to make fun of thing that are not important.

I'm not trying to be sad, or trying to have a epifany or to create a filosofy, this is just a post... just thoughts. I'm just trying to avoid that feeling that bad things are about to happen. I'm just trying to acept this feeling and not be 'normal' for just one day...

Ninna... feeling light.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu queria mesmo...


... ter aquele controle universal do Click, acelerar as coisas por vir e dar um fim a uma angústia no peito [aquela que avisa uma coisa muito ruim bem ali na esquina de casa], deixar vozes altíssonas em silêncio e transformar momentos fugazes em imagens em câmera lenta.

Tudo bem, a vida seria bem mais fácil de se levar, e por consequência, bem mais sem-graça. Mas quando o pior é iminente, quando a pior cena do filme parece não passar, a infantilidade bate a porta e um controle universal é muito, muito bem-vindo. Bem que gostaria de voltar aos dias de criança, onde o medo era motivo de choro, desculpa prum abraço ou um consolo [e olha que eu nem tô tentanto ser Ney Matogrosso aqui].

Ninna... ai ai, um botãozinho que leve pra outro dia...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desejo


Há dias ando num surto Becky Bloom... uma quase década de futilité, e é quase incontrolável o desejo de possuir essas melissinhas.
Eu nem sou muito chegada a sapatilhas, sou team salto alto pesadão até de baixo d'água, mas as dores nos pés enquanto encaro uma sala de aula estão quase me obrigando a me fazer baixinha pelo resto do dia, do mês, do ano...

Então hoje, fuçando por ai na rede, descobri meio que tardiamente (tipo jornal de ontem) que a Melissa lançou há algum tempo uma série de reedições da sandálias beeem antigas. As duas Severines fofinhas ai de cima fazem parte das meninas reeditadas... vieram na coleção Melissa et Circenses e pra alegar o coraçãozinho do meu cartão de crédito, estão a 30% off no site da loja.

Tudo bem, tudo bem... só hoje eu fui descobri isso (já deu pra perceber que esse humilde bloguim não é lá um blog beautée utilitário... pelo menos não ainda), mas dá um desconto... Eu não sou fanzoca de carteirinha de sandálias de plástico.

Anyway... o cartão tá enlouquecido pulando dentro da carteira louco pra testar o site da loja da Melissa... por favor, por favor por favor alguém me segura!!!!


Ninna...
apaixonadíssima por Serevines e em pleno momento Becky Bloom! Futilité mode on!!!!!

P.S: e ai, o que vocês acharam da Severine?!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu queria mesmo...

...voltar sem culpa às tardes de pura fuga, cafezinho quente e baladinha... ouvir um Andru Donalds carregado de memórias e entrelinhas.